O homem como fruto de si mesmo
Primeiro acreditava-mos que erámos frutos da terra , pedaços de barro em pó feitos carne vivendo como animais. Então ganhamos inteligência mas continuamos como animais lutando contra a terra e, pior lutando um contra os outros afim de obtermos prazeres.
Depois veio a religião nos desmonstrar que por trás desse barro e dessa Terra existe uma ordem cósmica então começamos a cogitar da existência de um criador.
Da dor do desespero diante das inclemencias da natureza, dos estertores de nossas dores ante a competição desenfreada onde o homem se fez o "lobo do homem" começamos a perceber a paternidade divina.
Primeiro timidamente na forma de numes tutelares da tribo que nos fizessem vencer as outras tribos; uma espiritualização da competição animal uma versão mal superada do egoísmo puro e cru onde a satisfação de nossas sensações grosseiras começou a ceder lugar para alguma forma de coletividade.
Então se concebeu a religão-nação onde o pai do nossos companheiros de trabalho e de batalha nos preservaria das intempéries e da violência de outros homens.
Foi nesse estado psicologico quem que Moises pode nos falar do Deus pai criador dos céus e da Terra que deveria ser adorado na condição de todo poderoso sendo o homem criatura do senhor do universo.
Então começamos a servir a Deus scrificando os animais , simbolos das aspirações humanas de então. Concebemo um Deus a nossa imagem e semelhança, ambicioso ganancioso e violento e procuramos servi-lo afim de obter vitórias sobre outros homens que pudessemos submeter a nossos caprichos.
Guerras sangrentas se passaram em nome desse Deus e a multidão dos desesperados vencidos pela fome de suas necessidades fisicas e espirituais de espalhavam pela Terra.
Então surgiu Jesus...
Ela falava de um pai que não era da tribo, da não nação ou mesmo de si mesmo. Era o pai de todos!
A humanidade sofredora , cansada dos atritos dos deuses tribais e das guerras dissolventes da matéria estava pronta para ouvir de um pai cósmico chamando pela fratrernidade universal.
Então os homens começaram a erguer templos ao pai de todos e os sacrificios de carne se tornaram sacrificios de espirito. As hóstias deixaram de ser dos animais sacrificados dos judaísmo e paganismo e passaram a ser do espirito que entrega seu coração a Deus.
Mas ainda o homem espera satisfações animalescas desse Deus satisfazendo-lhe as necessidades da carne. E novamente em nome D'ele fizeram guerras sangruentas.
Em meio ao açodar das velhas paixões em nome do principe da paz, religiosos de todos os tempos tentaram lembrar aos seus irmão em sofrimento que o Reino de Deus não é desse mundo...
Quando os melhores esforços estavam esterelizados em velhas discussões teologicas e o materialismo propunha um renascimento inteligente do velho animal sem Deus e sem pai saido do barro da Terra como mero pedaço de carne
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